Bolsas europeias fecham em alta, apesar de crise política na França; DAX renova recorde

As bolsas europeias voltaram a subir nesta quinta-feira, com investidores deixando a crise política na França em segundo plano e focando na expectativa de novo cortes de juros pelo BCE neste mês.

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,40%, a 519,53 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,63%, e bateu novo recorde de fechamento, aos 20.358,80 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,16%. E em Paris, o CAC40 subiu 0,37%, no dia seguinte à queda do primeiro-ministro Michel Barnier.

Com pressão de Petrobras e Vale, Ibovespa registra leve baixa; em NY, índices renovam recordes com techs

[4/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,04%, aos 126.087,02 pontos, com volume de R$ 22 bilhões, pressionado pela queda de Petrobras e Vale.

O índice operava num ritmo altista quando foi afetado, em meados da tarde, pela notícia de que o governo pretende trocar o presidente do Conselho de Administração da estatal. Assim, Petrobras ON registrou -0,96% (R$ 42,37) e Petrobras PN, -0,63% (R$ 39,25).

Já Vale recuou 1,95% (R$ 57,33), refletindo o sentimento de cautela do mercado após o Investor Day, em NY.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,18%, a R$ 6,0477, e os juros futuros tiveram queda moderada a partir dos vencimentos medianos.

Em NY, as bolsas renovaram recordes de fechamento, com as ações do setor de tecnologia impulsionando os ganhos. Dow Jones subiu 0,69% (45.014,04). S&P500 ganhou 0,61% (6.086,49). Nasdaq avançou 1,30% (19.735,12). Os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)

Lira e exterior tiram pressão de juros longos; curtos seguem em alta, de olho em choque do Copom

Os juros futuros fecharam com queda moderada a partir dos vencimentos medianos, refletindo uma ligeira melhora na percepção do risco fiscal.

O mercado reagiu especialmente às declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, sinalizando que vai acelerar a votação dos projetos que integram o pacote de corte de gastos do governo. A PEC que faz parte das medidas do plano fiscal deverá será votada diretamente no plenário, sem necessidade de passar por comissões.

Os recuos do dólar e dos juros dos Treasuries também trouxeram alívio às taxas longas. Já os vencimentos curtos voltaram a subir, na expectativa de que o Copom adote um choque de alta da Selic na próxima semana, na tentativa de trazer as expectativas de inflação de volta ao intervalo da meta, além de frear a atividade econômica, que permanece aquecida.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,090% (de 13,995% no fechamento anterior); jan/27 a 14,315% (14,260%); Jan/29 a 14,070% (14,105%); Jan/31 a 13,890% (13,920%); e Jan/33 a 13,730% (13,770%).

(Téo Takar)