Juros curtos avançam na expectativa de Copom duro; médios e longos oscilam em meio à incerteza fiscal
Os juros futuros ficaram voláteis nesta quinta-feira, com as taxas curtas ganhando prêmio, conforme os agentes do mercado incorporam expectativas de uma Selic terminal mais elevada para fazer frente à pressão inflacionária e à incerteza fiscal.
Levantamento do Broadcast com 65 instituições mostra que a maioria (48) espera aceleração no ritmo de aperto monetário no Copom da próxima semana, com alta de 0,75 pp na Selic, para 12% ao ano.
As taxas médias e longas chegaram a cair pela manhã diante da aprovação ontem, pela Câmara, do pedido de urgência na tramitação dos dois primeiros projetos do pacote fiscal. Mas, elas encerraram com viés de alta, conforme os investidores avaliam que a aprovação das propostas poderá não ser exatamente da forma que o governo espera.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,190% (de 14,090% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,430% (14,315%); Jan/29 a 14,145% (14,070%); Jan/31 a 13,950% (13,890%); e Jan/33 a 13,740% (13,730%).
(Téo Takar)
Dólar cai pelo 3º dia seguido com sinais de agilidade na análise do pacote fiscal, mas ainda sustenta os R$ 6
O dólar à vista caiu pelo terceiro dia seguido, com investidores otimistas com os sinais de agilidade do Congresso para avaliar as medidas de cortes de gastos.
Ontem à noite, a Câmara aprovou os requerimentos de urgência para tramitação dos dois primeiros projetos do pacote. A moeda americana chegou a romper o piso dos R$ 6 por alguns momentos, mas ainda fechou um pouco acima disso, com investidores ainda cautelosos em relação à aprovação integral das propostas, uma vez que os parlamentares seguem descontentes com o acordo fechado sobre os pagamentos de emendas.
No exterior, o viés do dólar também foi de baixa, conforme o mercado consolida a aposta em novo corte de juros pelo Fed neste mês.
O dólar à vista fecha em baixa de 0,63%, a R$ 6,0097, após oscilar entre R$ 5,9608 e R$ 6,0360. Às 17h09, o dólar futuro para janeiro caía 0,53%, a R$ 6,0300.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,54%, para 105,752 pontos. O euro subia 0,68%, a US$ 1,0584. E a libra ganhava 0,38%, a US$ 1,2754.
(Téo Takar)
Petróleo recua após Opep+ confirmar preocupação com demanda e manter produção reduzida até fim de março
O petróleo fechou em leve baixa nesta quinta-feira, após a Opep+ confirmar as expectativas e prorrogar a atual redução da produção, da ordem de 2,2 milhões de barris por dia (bpd) até o fim de março de 2025.
A partir de abril, o corte será gradualmente revertido ao longo de 18 meses, até setembro de 2026.
O Brent para fevereiro caiu 0,30%, a US$ 72,09 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro registrou baixa de 0,35%, a US$ 68,30 por barril, na Nymex.