Petróleo recua após decisão da Opep+ de prorrogar cortes por três meses elevar incerteza sobre demanda

A decisão tomada ontem pela Opep+, de adiar a retomada da produção do cartel até abril de 205 e aumentá-la gradualmente depois disso, ao longo de 18 meses, reforçou as preocupações dos investidores sobre a demanda da commodity.

Nem mesmo o payroll pouco acima do esperado, abrindo espaço para o Fed cortar novamente os juros neste mês, conseguiu animar o mercado de energia, que aguarda também por mais medidas de estímulo por parte da China, segundo maior consumidor mundial de combustíveis.

O Brent para fevereiro caiu 1,34%, a US$ 71,12 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro registrou baixa de 1,61%, a US$ 67,20 por barril, na Nymex. Na semana, os contratos recuaram 1,00% e 1,18%, respectivamente.

Ouro sobe após payroll acima do esperado, mas acumula perdas na semana

O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, após o payroll acima do esperado em novembro reforçar as expectativas de corte de juros pelo Fed neste mês.

O contrato do metal precioso para fevereiro subiu 0,42%, a US$ 2.659,60 por onça-troy na Comex. No acumulado da semana, o contrato recuou 0,58%.

Juros e dólar disparam, enquanto Ibovespa recua com mau humor local; NY segue mista após payroll

[6/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O dólar e os juros futuros acentuaram a alta na última hora, sem que os operadores tenham identificado um catalisador para a piora de humor dos investidores. Permanece a preocupação com o cenário fiscal doméstico.

Nos EUA, o dado do payroll (227 mil empregos um pouco acima do esperado (200 mil), o mercado reforça a aposta (88,8% contra 71,0% ontem, segundo o CME) de que o Fed fará um novo corte de 25 pb nos juros neste mês.

Há pouco, o Ibovespa caía 1,49%, aos 125.955 pontos, enquanto o dólar à vista subia 1,24%, a R$ 6,0840. Os juros futuros incorporavam até 40 pb no miolo da curva (DI Jan27 a 14,840%; Jan29 a 14,540%; Jan31 a 14,260%).

Em NY, as bolsas operam mistas (Dow Jones -0,25%; S&P500 +0,13%; Nasdaq +0,57%), enquanto o dólar sobre frente aos pares (DXY +0,34%) e os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 4,0946%).

(Téo Takar)