Ibovespa cai, ainda com preocupação fiscal afetando o índice; em NY, S&P500 e Nasdaq renovam recordes
[6/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 1,50%, aos 125.945,67 pontos, em mais um dia com a cautela predominando na sessão, ainda com a preocupação com questão fiscal afetando o índice.
O volume somou R$ 23,3 bilhões. Na semana, porém, o ganho foi de 0,22%.
A queda das blue chips, em linha com suas respectivas commodities, contribuiu para essa performance negativa. Petrobras registrou -2,07% (R$ 42,11), Petrobras PN, -1,54% (R$ 39,03), e Vale, -1,71% (R$ 56,81).
O dólar à vista renovou recorde de fechamento (+1,02%; R$ 6,0708) e os juros futuros avançaram (DI Jan26 a 14,350%).
Em NY, as bolsas ficaram sem direção única, com S&P500 e Nasdaq renovando recordes de fechamento, em meio aos dados do payroll de novembro um pouco acima do esperado reforçarem as apostas de que o Fed deve fazer um corte de 25 pb na taxa de juros dos EUA neste mês.
Dow Jones caiu 0,28% (44.642,52 pontos). S&P500 subiu 0,25% (6.090,27). Nasdaq avançou 0,81% (19.859,77). Na semana, Dow Jones baixou 0,60%, S&P500 ganhou 0,96% e Nasdaq teve elevação de 3,34%. Por sua vez, os retornos dos Treasuries recuaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros avançam com risco de desidratação do pacote fiscal
Os juros futuros voltaram a ganhar prêmios em toda a extensão da curva nesta sexta-feira, com o risco fiscal novamente preocupando os investidores, que temem que o pacote de cortes de gastos do governo seja desidratado ao longo de sua tramitação no Congresso, perdendo efetividade.
A ponta curta também seguiu pressionada pelas expectativas em torno do Copom da próxima semana. O avanço do dólar acima dos R$ 6 reforça as preocupações sobre a inflação, levando o mercado a apostar em um choque de 100 pb na Selic já na semana que vem. A Selic terminal já estaria acima dos 15%, segundo a precificação da curva.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,350% (de 14,190% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,690% (14,430%); Jan/29 a 14,375% (14,145%); Jan/31 a 14,080% (13,950%); Jan/33 a 13,900% (13,740%).
(Téo Takar)
Dúvida sobre sucesso do pacote fiscal leva dólar a novo recorde
O dólar à vista renovou seus recordes de máxima intradiária e fechamento nesta sexta-feira, com investidores preocupados com o andamento do pacote fiscal no Congresso. Embora a Câmara tenha aprovado nesta semana os requerimentos de urgência para os dois primeiros projetos do pacote, a avaliação no mercado é de que as algumas das propostas do governo para cortar despesas sofrerão resistência entre os parlamentares, diluindo o efeito do pacote.
O real também foi prejudicado hoje pela queda nos preços do petróleo e do minério de ferro. No exterior, apesar do payroll um pouco acima do esperado reforçar a aposta de corte de 25 pb nos juros pelo Fed neste mês, os investidores começam a colocar no preço a possibilidade de um ciclo de afrouxamento mais curto devido às medidas protecionistas de Trump, com viés inflacionário.
O dólar à vista fechou em alta de 1,02%, a R$ 6,0708, após oscilar entre R$ 5,9847 e R$ 6,0925. Na semana, a moeda subiu 1,16%. Às 17h15, o dólar futuro para janeiro avançava 1,36%, a R$ 6,0915.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,31%, aos 106,044 pontos. O euro caía 0,28%, a US$ 1,0557. E a libra perdia 0,17%, a US$ 1,2738.
(Téo Takar)