Commodities sustentam Ibovespa após sinalização de estímulos na China; bolsas devolvem ganhos em NY

[9/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa sustenta os 127 mil pontos (+1,05%, aos 127.268) na tarde desta segunda-feira, amparado principalmente por Vale ON (+5,70%), Petrobras ON (+2,52%) e PN (+2,25%), que avançam na esteira da sinalização de novos estímulos econômicos pela China.

O dólar à vista mantém o viés de alta (+0,17%, a R$ 6,0810) e os juros futuros voltam a disparar até 30 pb no miolo da curva (DI Jan/27 a 14,980%; Jan/29 a 14,675%), após o boletim Focus de hoje mostrar piora nas expectativas de inflação, com estouro no teto da meta em 2025 (4,59%), na antevéspera do Copom, e diante da notícia de que o ministro Flávio Dino (STF) rejeitou integralmente o pedido do governo para rever a decisão sobre emendas parlamentares.

Em NY, as bolsas devolvem ganhos (Dow Jones -0,27%; S&P500 -0,49%; Nasdaq -0,49%), com destaque para Nvidia (-1,97%) após informação de que a China abriu investigação para apurar se a empresa violou leis antitruste.

(Téo Takar)

Bolsa de Londres sobe com mineradoras após estímulos na China; DAX passa por correção após recordes

As bolsas europeias fecharam com sinais mistos nesta segunda-feira, com investidores repercutindo novos estímulos para economia chinesa, o que impulsionou ações de mineradoras. Rio Tinto ganhou 3,84% e Antofagasta avançou 4,91% em Londres, levando o FTSE a subir 0,52%.

Já em Frankfurt, o DAX recuou 0,19%, com investidores embolsando ganhos recentes após uma sequência de recordes de fechamento.

O desfecho da crise política na França continua no radar, com a expectativa de que o presidente Emmanuel Macron anuncie em breve um novo primeiro-ministro para substituir Michel Barnier, deposto na semana passada.

O CAC40 terminou em alta de 0,72%. O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,14%, a 521,22 pontos.

Semana termina sem que mercado bote fé no pacote de corte de gastos do governo

O mercado passou mais uma semana sem botar fé no pacote de corte de gastos do governo. Ainda que a Câmara tenha aprovado o pedido de urgência na tramitação, na tentativa de aprovar parte das medidas ainda neste ano, os investidores não acreditam que as propostas passarão sem alguma desidratação.

Vale lembrar que, nas estimativas dos economistas, o pacote como está hoje terá uma efetividade da ordem de R$ 45 bilhões, ou pouco mais dos 60% dos R$ 70 bilhões em redução de despesas prometidos pelo governo.

A semana termina com o dólar acima dos R$ 6 e a curva de juros já precificando Selic terminal acima dos 15%. Agora, a bola está com o Copom, que terá que justificar na próxima semana a escolha por um choque de alta de 1 pp na Selic, como o mercado já precifica; ou por uma elevação gradual do aperto para 0,75 pp, como esperam os economistas; ou por uma manutenção do ritmo de 0,50 pp, algo visto como improvável no atual cenário.

Bom fim de semana! (Téo Takar)