Ibovespa avança com suporte de ações ligadas a commodities; NY cai à espera de dados da inflação

[9/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em alta de 1,00%, aos 127.210,19 pontos e volume de R$ 21,3 bilhões, com o suporte de ações ligadas a commodities, diante da sinalização de novos estímulos econômicos pela China. 

CSN Mineração liderou o ranking positivo, com +6,68%, a R$ 5,59. Em seguida, Vale ganhou 5,32% (R$ 59,83) e Bradespar, acionista da mineradora, subiu 4,98% (R$ 18,35). Em linha com a alta do petróleo, Petrobras ON valorizou 2,64% (R$ 43,22), e Petrobras PN avançou 2,59% (R$ 40,04).

O dólar à vista renovou recorde de fechamento, com alta de 0,20%, a R$ 6,0829. Os juros futuros avançaram (DI Jan26 a 14,590%), em meio aos sinais de que o governo terá dificuldades para a aprovação da pauta fiscal no Congresso.

Em NY, as bolsas recuaram, em dia de agenda esvaziada, com os investidores aguardando dados da inflação (CPI), na 4ªF.

Dow Jones caiu 0,54% (44.401,93). S&P500 recuou 0,61% (6.052,85). Nasdaq perdeu 0,62% (19.736,69). Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.

(Igor Giannasi)

Juros futuros disparam de novo com imbróglio sobre emendas empatando pauta fiscal no Congresso

Os juros futuros alcançaram os 15% no vértice de 2027 nesta segunda-feira, diante dos sinais de que o governo enfrentará mais dificuldades para avançar em sua pauta econômica no Congresso.

O ministro Flávio Dino (STF) negou o pedido de reconsideração da AGU sobre trechos da decisão que liberou a retomada do pagamento das emendas parlamentares. O ministro negou integralmente o pedido feito pela União, visto como uma tentativa de arrefecer os ânimos entre o Congresso e o Executivo.

Na prática, isso deve levar o Congresso a frear a tramitação dos projetos do pacote de cortes de gastos, além de atrasar ainda mais a regulamentação da reforma tributária. O presidente Lula convocou Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para uma reunião no fim da tarde, na tentativa de achar uma solução para o imbróglio.

O mercado repercutiu ainda a nova piora nas expectativa de inflação no boletim Focus de hoje, com o IPCA de 2025 estourando o teto da meta (4,59%), a dois dias da reunião do Copom.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,590% (de 14,360% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,020% (14,690%); Jan/29 a 14,685% (14,375%); Jan/31 a 14,350% (14,080%); e Jan/33 a 14,140% (13,900%).

(Téo Takar)

Dólar renova recorde com crise das emendas elevando incerteza sobre pacote fiscal

O dólar voltou a quebrar recordes diante do real nesta segunda-feira, mais uma vez embalado pelo risco fiscal e pela desancoragem das expectativas de inflação.

Os investidores ficaram preocupados hoje especialmente com o fato de o ministro Flávio Dino (STF) ter rejeitado o pedido da AGU para rever sua decisão sobre as emendas parlamentares. O tema deve azedar ainda mais a relação entre Executivo e Congresso, em um momento de pautas delicadas e urgência do governo para aprovação da regulamentação da reforma tributária e do pacote de cortes de gastos.

Há pouco, o presidente Lula chamou os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, para uma reunião justamente para tratar desse problema.

O mercado também está dobrando a aposta em um choque de 1 pp na Selic pelo Copom na próxima quarta-feira. O boletim Focus de hoje mostrou nova piora nas expectativas de inflação, com o IPCA de 2025 estourando o teto da meta.

A alta da moeda americana foi limitada pelo ambiente favorável às commodities, após a China sinalizar disposição de adotar novos estímulos à economia local.

O dólar à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 6,0829, após oscilar entre R$ 6,0376 e R$ 6,0898. Às 17h15, o dólar futuro para janeiro caía 0,15%, a R$ 6,0940.

Lá fora, o índice DXY subia 0,10%, aos 106,164 pontos. O euro caía 0,16%, para US$ 1,0552. E a libra subia 0,08%, a US$ 1,2750. (Téo Takar)