Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio, mas revisão de preços para baixo pelo DoE limita alta
O petróleo fechou em leve alta nesta terça-feira, ainda repercutindo a queda de Bashar Al-Assad na Síria e suas possíveis consequências para elevar as tensões no Oriente Médio, apesar da Síria não ser um país relevante na produção da commodity.
Por outro lado, o DoE revisou para baixo suas estimativas de preços para 2025 no relatório mensal divulgado hoje, considerando o fato de que países que não integram a Opep+ deverão elevar sua produção no ano que vem.
O Brent para fevereiro subiu 0,07%, a US$ 72,19 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro registrou alta de 0,32%, a US$ 68,59 por barril, na Nymex.
Frigoríficos sentem desvalorização do dólar; Minerva é exceção
Papéis do setor de frigoríficos operam majoritariamente no campo negativo, sentindo o peso da desvalorização do dólar.
O movimento é puxado por JBS, que, por volta das 16h35, recuava 4,16%, a R$ 38,27, na liderança entre as maiores perdas do Ibovespa. Em seguida, BRF caía 3,53% (R$ 27,68). Também na lista, Marfrig cedia 1,96%, a R$ 19,97.
Já Minerava destoa da tendência negativa de seus pares, por ser mais exposta à China, e sobe, refletindo as sinalizações de apoio à economia por parte do país asiático. A ação da empresa ganhava 1,31%, a R$ 6,19.
Ouro volta a subir com compras do PBoC e tensões no Oriente Médio
O ouro ignorou os avanços do dólar (DXY +0,38%) e dos juros dos Treasuries e voltou a subir com força nesta terça-feira, ainda repercutindo a retomada das compras do metal precioso pelo BC da China (PBoC) e o agravamento das tensões no Oriente Médio, com a queda do governo na Síria.
O contrato para fevereiro subiu 1,21%, para US$ 2.718,40 por onça-troy na Comex.