Dólar recua e juros seguem queimando gordura em dia de alta da Selic; Ibovespa devolve ganhos
[11/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Os juros futuros (DI Jan/26 a 14,310%; Jan/27 a 14,530%; Jan/29 a 14,130%) continuam devolvendo prêmios a poucas horas da decisão do Copom, com investidores corrigindo excessos recentes, a ponto de a curva precificar uma Selic terminal acima de 15%.
Uma alta de 0,75 pp hoje é dada como certa, mas se o BC decidir por um choque de 1,00, não assustará ninguém.
O dólar à vista (-0,54%, a R$ 6,0153) acompanha a melhora dos juros, na expectativa de que a pauta fiscal avance ainda neste ano no Congresso, mas o investidor mantém um pé atrás, o que sustenta a moeda americana acima dos R$ 6.
O Ibovespa (-0,27%, aos 127.888 pontos) devolve parte da alta recente, descolado do exterior, com as bolsas em NY (Dow +0,14%; S&P500 +0,93%; Nasdaq +1,75%) avançando após o CPI dentro do esperado reforçar a expectativa de corte de juros pelo Fed na próxima semana.
(Téo Takar)
Ações da Petrobras invertem sinal e passam a cair
Apesar da alta do petróleo, Petrobras inverteu o sinal para o negativo, em um movimento técnico, segundo analistas, após atingir resistência gráfica (teto em que o preço de um ativo para de crescer).
Por volta das 14h48, Petrobras ON caía 0,92% (R$ 43,19) e Petrobras PN cedia 0,27% (R$ 40,08). O movimento destoa de seus pares, com exceção da Brava Energia, que caía 2,20% (R$ 21,32), após informar uma queda de produção média diária de 22,7% em novembro (34.813 boe/d) na comparação com outubro.
Prio avançava 2,57% (R$ 41,08), figurando entre os maiores ganhos do Ibovespa. Petrorecôncavo subia 1,27%, a R$ 16,01.
Bolsas europeias sobem após CPI americano dentro do esperado, enquanto investidor aguarda decisão do BCE
As bolsas europeias subiram nesta quarta-feira, apoiadas pelo CPI nos EUA dentro do esperado, que reforça a aposta em corte de juros pelo Fed na próxima semana. Os investidores também aguardam novo afrouxamento pelo BCE nesta quinta-feira.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,34% e renovou seu recorde de fechamento (20.399,16 pontos), após o chanceler alemão, Olaf Scholz, apresentar um pedido ao parlamento para realizar um voto de confiança no dia 16. Espera-se que Scholz perca a votação, já que seu governo não tem mais maioria desde que sua coalizão implodiu. Scholz deve então solicitar ao presidente que dissolva o parlamento, desencadeando novas eleições gerais.
O índice Stoxx 600 subiu 0,28%, aos 519,95 pontos. Em Londres, o FTSE100 avançou 0,26%. E em Paris, o CAC40 ganhou 0,39%.