Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio, queda de estoque nos EUA e possível aumento de sanção à Rússia

O petróleo registrou alta expressiva nesta quarta-feira, ainda refletindo as tensões geopolíticas no Oriente Médio após a queda do regime sírio, além do recuo nos estoques americanos da commodity pela terceira semana consecutiva e os rumores de um possível aumento das sanções do Ocidente contra a Rússia.

Segundo o DoE, os estoques de petróleo nos EUA caíram 1,425 milhão de barris na semana passada, mais que o previsto (-1,1 milhão). Por outro lado, os estoques de gasolina subiram 5,086 milhões de barris, frente à previsão de alta de 600 mil barris.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, sinalizou hoje que o governo Biden busca formas de pressionar a Rússia, por meio de novas sanções ao petróleo produzido no país. “O mercado de petróleo está bem suprido, com preços relativamente baixos, e cria oportunidades para novas sanções”, declarou.

O Brent para fevereiro subiu 1,84%, a US$ 73,52 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro registrou alta de 2,47%, a US$ 70,29 por barril, na Nymex.

Hapvida amplia ritmo de ganhos com projeções de reajuste para planos de saúde

Na liderança entre as maiores altas do Ibovespa, as ações da Hapvida ampliam o ritmo de ganhos próximo do término do pregão, refletindo a expectativa do mercado sobre reajuste anual nos planos de saúde individuais que, segundo estimativas do BTG Pactual, deve ser de 5,6% para o biênio 2025-2026.

O papel também é impulsionado pela melhora dos ativos locais.

Por volta das 17h26, a ação da empresa avançava 9,13%, a R$ 2,75.

Dólar fecha abaixo dos R$ 6 com notícia sobre nova cirurgia de Lula gerando especulação sobre 2026

O dólar à vista operou em baixa nesta quarta-feira, mas acelerou a queda na última meia hora de sessão, rompendo o piso dos R$ 6, assim que começou a circular nas mesas de operações a informação de que o presidente Lula terá que se submeter a uma nova cirurgia amanhã cedo para evitar novos sangramentos no cérebro.

A notícia reforça as apostas do mercado de que o estado de saúde do presidente é delicado e, provavelmente, ele não terá condições de concorrer à reeleição em 2026, o que pode permitir a volta da direita ao poder no país.

A moeda já vinha com viés de baixa desde a abertura, refletindo a melhora no clima entre governo e Congresso após a publicação de uma portaria para permitir o pagamento das emendas parlamentares e, por tabela, viabilizar a aprovação do pacote de corte de gastos ainda neste ano.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,53%, a R$ 5,9557, após oscilar entre R$ 5,9537 e R$ 6,0737. Às 17h07, o dólar futuro para janeiro caía 1,44%, a R$ 5,9695.

Lá fora, o índice DXY subia 0,27% (106,683 pontos); o euro caía 0,35% (US$ 1,0492); e a libra perdia 0,19% (US$ 12745).

(Téo Takar)