Bolsas europeias fecham mistas após BCE cumprir expectativa de afrouxamento monetário
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, após o BCE cortar os juros pela quarta vez neste ano, em 25 pb, para 3% ao ano.
A magnitude da redução era amplamente esperada, mas a presidente do BCE, Christine Lagarde, indicou que um corte de 50 pb chegou a ser cogitado pelos dirigentes. Ela também observou que o crescimento da zona do euro está perdendo força e que a recuperação está mais lenta do que o esperado.
O índice fechou em baixa de 0,14%, a 519,20 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,13%. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,12%. E em Paris, o CAC40 terminou quase estável (-0,03%).
Após oscilar pela manhã, Ibovespa avança e recupera 129 mil pontos; Nasdaq alcança marca histórica
[11/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Depois de oscilar pela manhã, o Ibovespa firmou alta em meados da tarde e terminou a sessão com ganho de 1,06%, aos 129.593,31 pontos, e volume de R$ 28,9 bilhões.
O índice foi beneficiado pela melhora do cenário em relação à aprovação das medidas fiscais do governo no Congresso e pelo alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 14,205%), enquanto os investidores monitoravam a situação da saúde do presidente Lula.
Petrobras chegou a cair, mas terminou a sessão no lado positivo. Petrobras ON registrou +0,71%, a R$ 43,90, e Petrobras PN, +1,00%, a R$ 40,59.
Já Vale recuou 1,56% (R$ 58,84), ficando entre as poucas baixas do pregão. O dólar à vista fechou abaixo dos R$ 6, em baixa de 1,53%, a R$ 5,9557.
Em NY, as fecharam mistas, com Nasdaq registrando a marca histórica acima dos 20 mil pontos. Dow Jones caiu 0,22% (44.148,56). S&P500 subiu 0,82% (6.084,19). Nasdaq ganhou 1,77% (20.034,89).
Em sua sexta alta consecutiva, as ações da Tesla saltaram hoje 5,93%, ultrapassando seu recorde histórico, alcançado em novembro de 2021. Os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam na expectativa de avanço da pauta econômica no Congresso
Os juros futuros continuaram queimando prêmios nesta quarta-feira, especialmente no miolo da curva, com investidores ainda corrigindo os excessos das últimas sessões, de olho na possível tramitação de parte dos projetos do pacote fiscal na Câmara ainda nesta semana.
O alívio veio com a confirmação da edição da portaria do governo para destravar as emendas parlamentares e com a sinalização de Arthur Lira de que a Câmara vai trabalhar “de segunda a sexta-feira nesta e na próxima semana” para tentar aprovar as pautas prioritárias do governo, que ainda incluem o Orçamento de 2025 e a regulamentação da reforma tributária.
As taxas acentuaram as perdas no fim da tarde diante da notícia de que Lula passará por novo procedimento cirúrgico amanhã, o que fez aumentar as especulações sobre as condições de saúde do presidente para concorrer à reeleição em 2026.
O mercado aguarda a decisão do Copom em instantes, que deve acelerar o ritmo de alta da Selic para 0,75 ou 1,00 pp.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,205% (de 14,370% no fechamento de ontem); Jan/27 a 14,350% (14,640%); Jan/29 a 13,905% (14,235%); Jan/31 a 13,570% (13,910%); e Jan/33 a 13,380% (13,660%).
(Téo Takar)