Ibovespa tem forte queda, com questão fiscal voltando a pesar sobre o índice; bolsas em NY recuam
[12/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em forte baixa de 2,74%, aos 126.042,21 pontos, com volume financeiro de R$ 26,8 bilhões, com a questão fiscal voltando a pesar sobre o índice, em meio a preocupações de que as medidas do pacote do governo possam ser desidratadas no Congresso.
Além disso, a decisão dura do Copom, na véspera, afetou os juros futuros (DI Jan26 a 14,660%) e papéis ligados ao ciclo econômicos foram os mais prejudicados do pregão. Apenas um ativo subiu: Hapvida, com +1,12%, a R$ 2,70%.
Entre as blue chips, Vale perdeu 2,89% (R$ 56,71), Petrobras ON caiu 2,55% (R$ 41,27) e Petrobras PN cedeu 1,79% (R$ 38,34).
Depois de uma sessão volátil, o dólar à vista fechou em alta de 0,86%, a R$ 6,0072.
Em NY, as bolsas recuaram, com Nasdaq em movimento de correção, após o recorde de ontem, e em meio a dados econômicos dos EUA que vieram acima do esperado (PPI e pedidos de auxílio-desemprego).
Dow Jones caiu 0,53% (43.914,12). S&P500 recuou 0,54% (6.051,25). Nasdaq perdeu 0,66% (19.902,84). Já os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros se ajustam ao choque do Copom, mas risco fiscal permanece no radar
Os juros futuros fecharam em forte alta nesta quinta-feira, especialmente na ponta curta, com as taxas se ajustando à sinalização dada ontem pelo Copom, de que pretende fazer mais dois ajustes de 1 pp nas próximas reuniões, levando a Selic para a casa dos 14,25% em março.
A ponta longa chegou a cair pela manhã diante da agressividade do Comitê para tentar levar às expectativas de inflação de volta à meta, porém o risco fiscal acabou prevalecendo nas negociações a partir do meio da tarde.
O mercado segue preocupado com a possibilidade de desidratação pelo Congresso do pacote de corte de gastos propostos pelo governo.
O cenário externo também colaborou para o avanço das taxas longas, com os juros dos Treasuries em alta após o PPI nos EUA vir mais forte que o esperado.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,660% (de 14,205% no fechamento de ontem); Jan/27 a 14,710% (14,350%); Jan/29 a 14,165% (13,905%); Jan/31 a 13,850% (13,570%); e Jan/33 a 13,630% (13,380%).
(Téo Takar)
Após sessão volátil, dólar termina em alta, com risco fiscal se sobrepondo ao efeito do Copom
O dólar à vista registrou forte volatilidade nesta quinta-feira, com investidores repercutindo o choque de juros anunciado ontem pelo Copom e avaliando as incertezas sobre o pacote fiscal.
Pela manhã, a moeda operou em baixa, diante da percepção de que o avanço da Selic deve atrair investidores estrangeiros para a renda fixa local. Porém, à tarde, a moeda inverteu o sinal em meio a notícias de tentativas, pelo Congresso, de desidratação dos projetos de corte de gastos propostos pelo governo.
O dólar à vista fechou em alta de 0,86%, a R$ 6,0072, após oscilar entre R$ 5,8681 e R$ 6.0487. Às 17h10, o dólar futuro para janeiro subia 0,65%, a R$ 6,0040.
Lá fora, o índice DXY subia 0,24%, aos 106,965 pontos. O euro caía 0,23%, a US$ 1,0473. E a libra perdia 0,61%, a US$ 1,2674.
(Téo Takar)