Ibovespa registra leve queda; após sessão volátil, bolsas em NY ficam no campo negativo
[30/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em leve queda (-0,07%; 130.639,33) nesta quarta-feira, enquanto os investidores aguardam a divulgação do pacote de corte de gastos do governo, em meio a declarações do ministro Fernando Haddad de que há entendimento com a Casa Civil sobre o tema. O volume foi de apenas R$ 16,8 bilhões.
As blue chips recuaram: Petrobras ON (-0,87%; R$ 38,88), Petrobras PN (-0,44%; R$ 35,85) e Vale (-0,30%; R$ 62,47).
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,03%, a R$ 5,7634. Os juros futuros também tiveram oscilações modestas (DI Jan26 a 12,735%).
Em NY, depois de uma sessão volátil, as bolsas ficaram no campo negativo, com os juros dos Treasuries subindo, em meio a dados econômicos mistos e incertezas sobre as eleições presidenciais.
Dow Jones caiu 0,22% (42.141,54), S&P500 recuou 0,33%, (5.813,67) e Nasdaq perdeu 0,56% (18.607,93).
(Igor Giannasi)
Juros futuros têm oscilações contidas, após Haddad e Costa afinarem discurso sobre corte de gastos
Os juros futuros registraram oscilações modestas nesta quarta-feira, com investidores aguardando uma definição sobre o conjunto de medidas do governo para reduzir o gasto fiscal. Dados macroeconômicos, como a geração de empregos acima do esperado no Caged de setembro, ficaram em segundo plano.
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil) afinaram o discurso, mostrando que há concordância entre as alas econômica e política do governo sobre a necessidade dos cortes. Simone Tebet (Planejamento) acrescentou que o governo tem pressa em definir as medidas.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 12,735% (de 12,740% no fechamento de ontem); Jan/27 a 12,880% (12,910%); Jan/29 a 12,890% (12,945%); Jan/31 a 12,820% (12,880%); e Jan/33 a 12,740% (12,810%).
(Téo Takar)
Dólar termina estável, com investidor à espera de pacote fiscal
O dólar à vista passou boa parte da sessão de lado, com investidores à espera de uma definição sobre o pacote de corte de gastos do governo. Pela manhã, o câmbio mostrou alguma volatilidade, por conta da incerteza fiscal e da briga para formação da ptax do mês, nesta quinta-feira.
A divulgação de dados importantes da economia americana e do orçamento britânico também deixou o dólar mais sensível frente aos pares, especialmente a libra.
Mas, a moeda se acomodou no começo da tarde, após declarações do ministro Fernando Haddad, de que há convergência entre Fazenda e Casa Civil sobre as medidas necessárias para cumprir o arcabouço fiscal. A ministra Simone Tebet acrescentou que que “há pressa para entregar” o pacote de corte de gastos.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,03%, a R$ 5,7634, após oscilar entre R$ 5,7549 e R$ 5,7927. Às 17h05, o dólar para novembro subia 0,02%, a R$ 5,7630.
Lá fora, o índice DXY caía 0,23%, para 104,071 pontos. O euro subia 0,42%, a US$ 1,0861. E a libra caía 0,32%, a US$ 1,2969.
(Téo Takar)