Bitcoin retoma os US$ 112 mil, investidores atentos a shutdown nos EUA e analistas projetam correções antes de novas máximas.
Criptomoedas em alta: Bitcoin recupera US$112 mil e altcoins como Ethereum, Solana e Cardano sobem mais de 3% nas últimas 24h.
Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h
Bitcoin (BTC) – variação 24h: +3,37%
Ethereum (ETH) – variação 24h: +3,51%
XRP (XRP) – variação 24h: +3,39%
Tether USDt (USDT) – variação 24h: -0,07%
SOLANA (Sol) – variação 24h: +3,49%
BNB (BNB) – variação 24h:+3,88%
USDC (USDC) – variação 24h: -0,01%
Dogecoin (DOGE) – variação 24h: +2,32%
TRON (TRX) – variação 24h: -0,77%
Cardano (ADA) – variação 24h: +3,67%
Atualização de 29/09/25 às 10h54 | Fonte: [investing.com]
Principais notícias e indicadores
- Bitcoin abre semana em recuperação: Após dias de queda, o BTC subiu 2,5% em 24h e voltou ao patamar de US$ 112.212, equivalente a R$ 602.196. Altcoins também registraram ganhos, com Ethereum e Solana avançando 3,6% e XRP subindo 3,2%. Destaques do dia incluem MYX Finance, que disparou 27%, e Aster, que valorizou 13% após liderar volume em DEXs perpétuas. Apesar das fortes saídas de ETFs na última sexta-feira, analistas da QCP Capital destacam que o mercado absorveu melhor a pressão vendedora do que o esperado. Agora, os fluxos desta semana podem definir o ritmo institucional, em um mês apelidado de “Uptober” pelo histórico de altas.
- Risco de shutdown nos EUA pesa no mercado: Caso o Congresso não aprove o orçamento até a meia-noite de amanhã, os EUA podem entrar em um apagão econômico. Analistas alertam que quanto mais tempo durar o shutdown, maior será o impacto na atividade do governo e no apetite por risco. André Franco, da Boost Research, aponta que a incerteza fiscal adiciona pressão ao BTC, enquanto o dólar firme limita espaço para valorização. O suporte técnico entre US$ 110 mil e US$ 108 mil é visto como crucial para evitar quedas abruptas. Um shutdown confirmado pode levar o Bitcoin a testar níveis abaixo de US$ 109 mil, mas uma resolução positiva ou sinal dovish do Fed pode reverter o cenário rapidamente.
- Setembro deixa de ser “mês vermelho” e vira oportunidade: Historicamente visto como negativo, setembro costuma marcar saídas de capital e ajustes de portfólio, mas analistas defendem que o padrão não deve ser encarado como regra. Em 2024, por exemplo, setembro foi o ponto de partida de um rali que levou o BTC acima de US$ 60 mil. Atualizações como o Merge da Ethereum em 2022 e a duplicação do valor de mercado cripto entre 2024 e 2025 reforçam a evolução do setor. Correções sazonais são vistas como oportunidade estratégica para comprar ativos mais baratos e fortalecer posições de longo prazo. Para especialistas, a crescente adoção institucional e os ETFs reduzem a dependência de padrões antigos, transformando setembro em um momento de construção, não de pânico.
- Grandes correções antes de novas máximas do BTC: Jordi Visser, analista de mercado, prevê que o Bitcoin seguirá trajetória semelhante à da Nvidia, enfrentando quedas de 20% ou mais antes de alcançar novos recordes. Apesar da expectativa positiva para o quarto trimestre, correções expressivas podem ocorrer ao longo do caminho. Para Visser, o BTC se consolida como a principal reserva de valor da era digital, impulsionado pela inteligência artificial e pela substituição gradual de empresas tradicionais. Atualmente, o BTC negocia perto de US$ 110 mil, ainda 11% abaixo da máxima histórica de US$ 123 mil. O debate entre analistas gira em torno de dois cenários: um avanço rumo a US$ 140 mil ou um recuo prolongado até US$ 60 mil, diante de obstáculos regulatórios e ausência de compras estratégicas do governo dos EUA.
Resumo do mercado
O Bitcoin recupera os US$ 112 mil em meio a ganhos das altcoins e otimismo com a chegada de outubro, mas o cenário ainda inspira cautela. O risco de shutdown nos EUA e a divulgação de indicadores econômicos nesta semana podem definir o rumo dos preços, enquanto analistas projetam correções expressivas antes de novas máximas.
Setembro mostra sinais de maturidade no setor, deixando de ser apenas “mês vermelho” para se tornar oportunidade estratégica.